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  <title>List of Records - ACTD</title>
  <link>http://actd.iict.pt/</link>
  <description>Instituto de Investigação Científica Tropical</description>
  <language>en</language>
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  <docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Agauria salicifolia</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:LISC034813</link>
	  	
	  	 <description>Agauria salicifolia&lt;br/&gt;Collected&lt;br/&gt;By: Mendes, E.J.&lt;br/&gt;At: Angola, Huíla, Humpata, Buraco do Bimbe, próximo da aresta da escarpa da Serra da Chela&lt;br/&gt;On: 2010-09-25</description>
	  	  	  	<pubDate>2011-12-18 01:39:12</pubDate>
	  					<author>
													Mendes, E.J.
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Sopubia ramosa</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:LISC045839</link>
	  	
	  	 <description>Sopubia ramosa&lt;br/&gt;Collected&lt;br/&gt;By: Antunes vel Dekindt, &lt;br/&gt;At: Angola, Desconhecido&lt;br/&gt;On: 2010-10</description>
	  	  	  	<pubDate>2011-11-18 09:45:36</pubDate>
	  					<author>
													Antunes vel Dekindt, 
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de Amadeu Castilho Soares</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOACS</link>
	  	
	  	 <description>Nesta entrevista Amadeu Castilho Soares fala do seu contexto familiar no Vale do Vouga e do seu percurso académico no Liceu de Aveiro e posteriormente na Escola Superior Colonial em Lisboa. Reconhece a influência de Adriano Moreira, enquanto professor e impulsionador de uma nova visão da política ultramarina, na afirmação das ciências sociais nos cursos de administração colonial. A sua admissão na Junta de Investigações do Ultramar e as primeiras deslocações a Angola e Moçambique permitiram iniciar a sua investigação nas áreas do desenvolvimento comunitário, tendo em vista a promoção do bem-estar das populações rurais. É referida também a sua actividade enquanto docente de Sociologia no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos. Amadeu Castilho Soares aborda a influência do Centro de Estudos Políticos e Sociais e de Adriano Moreira na reforma das políticas administrativas ultramarinas e conta a sua experiência enquanto Secretário Provincial de Educação, Saúde e Trabalho e Previdência Social no Governo de Angola. Neste contexto, refere o plano de educação para as populações nativas, designado “Levar a escola à sanzala”, bem como os processos de criação da Escola de Enfermagem de Luanda e da Universidade de Angola.</description>
	  	  	  	<pubDate>2013-01-31 14:38:58</pubDate>
	  					<author>
													Amadeu Castilho Soares
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de António Esteves Gonçalves</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOAEG</link>
	  	
	  	 <description>&quot;Nesta entrevista, António Esteves Gonçalves fala-nos do seu percurso académico e dos professores que o marcaram, nomeadamente no período conturbado do início dos anos 1960, tendo concluído o curso de Ciências Biológicas, na Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa, e o curso de Ciências Pedagógicas, na Faculdade de Letras da mesma universidade. Refere o seu ingresso na Missão Botânica de Angola e Moçambique (MBAM) em 1979, dando assim início à sua actividade enquanto investigador na área da botânica sistemática. Juntamente com o Doutor Rocha da Torre, efectua estudos sobre a flora de Moçambique, fazendo a publicação das famílias Meliáceas e Rizoforáceas. Descreve as metodologias de trabalho da MBAM, não apenas os trabalhos de gabinete, que tinham em vista a descrição e estudos das plantas colhidas pela Missão, mas também a preparação da logística necessária ao trabalho dos colectores no terreno, o trabalho de colheita dos espécimes propriamente dito, o contacto com as populações locais, etc. Durante a entrevista, são referidos também os contactos da MBAM com outras instituições nacionais e estrangeiras, como a Universidade de Coimbra, o Museu de História Natural de Londres ou o Herbário de Kew. Compara ainda as metodologias clássicas utilizadas pela MBAM e essas instituições, bem como analisa a evolução da botânica sistemática com a inclusão de novas tecnologias e técnicas, que a aproximam ao campo dos estudos genéticos. Com a extinção da MBAM em 1973, António Esteves Gonçalves é integrado no Centro de Botânica e é nesse contexto que refere as missões à Guiné-Bissau realizadas na década de 1990, destacando os trabalhos efectuados sobre a Região do Cacheu e sobre o Cantanhez. Faz ainda um balanço da actividade e do impacto da MBAM, do Centro de Botânica e respectivo herbário, principalmente na área da botânica sistemica e no conhecimento da flora dos países africanos de língua portuguesa.
No final, o entrevistado recorda a sua infância e adolescência, nomeadamente os estudos secundários em Évora, e as actividades que fazia nos tempos livres, e ainda a sua actividade de docente no ensino secundário.&quot;</description>
	  	  	  	<pubDate>2012-11-05 11:20:00</pubDate>
	  					<author>
													António Esteves Gonçalves
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de Aníbal Jardim Bettencourt</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOAJB</link>
	  	
	  	 <description>&quot;Nesta entrevista, Aníbal Jardim Bettencourt fala da sua experiência de 12 anos de trabalho na Junta de Exportação de Café em Moçambique, onde foram instaladas estações experimentais e desenvolvida a cultura do café, nomeadamente das espécies recemosa e arábica. Descreve o seu estado de depressão após a notícia que iriam terminar as experiências na cultura de café em Moçambique. Posteriormente, conta como conheceu o Prof. Branquinho d’Oliveira e como se deu a sua entrada no Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro (CIFC). Nos primeiros tempos, Aníbal Jardim Bettencourt dedica-se à caracterização de raças e de grupos fisiológicos, manutenção das culturas, estabelecendo a identificação de novas raças, tendo posteriormente se dedicado a projectos de análise genética. Neste âmbito, trabalha com o Dr. Alcides Carvalho no Brasil, na Universidade de Campinas e na Universidade de Vila Viçosa, onde aprendeu e desenvolveu técnicas de melhoramento genético do café. 
Nesta entrevista, descreve o trabalho e as estruturas do CIFC, bem como a sua gestão e financiamento, assegurado pela Junta de Investigações do Ultramar e pelo Instituto do Café de Angola. Refere as ligações do Centro ao Instituto do Café de Angola, às universidades do Brasil e mais tarde à Costa Rica, sobretudo para envio e testagem de material. Em relação à Costa Rica, fala da colaboração com a Promecafé, um programa cooperativo entre países da América central, através do qual se montou a Unidade Central de Melhoramento (OCM) em Turrialba.
Por último, descreve o processo de produção dos híbridos Sarchimor e Catimor, resultante de experiências feitas com o híbrido de Timor e mutações das plantas Villa Sarchi e Caturra, respectivamente.&quot;</description>
	  	  	  	<pubDate>2012-10-21 22:30:00</pubDate>
	  					<author>
													Aníbal Jardim Bettencourt
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de Adriano José Alves Moreira</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOAM</link>
	  	
	  	 <description>Nesta entrevista Adriano Moreira fala sobre os antecedentes da criação do Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS), tendo sido um dos seus objectivos colmatar o atraso do ensino e da investigação nacional sobre os problemas sociais e políticos do continente africano. A sua actividade enquanto docente da Escola Superior Colonial e posteriormente no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos é referida, dando destaque à introdução de novas disciplinas como Política Ultramarina, Ciência Política, Relações Internacionais e Estratégia. Dá exemplos da contribuição da investigação efectuada em diferentes áreas para o desenvolvimento dos territórios ultramarinos, relembrando a importância actual do património existente nas instituições herdeiras da Junta para o reforço da cooperação entre os países da CPLP. As reformas na administração ultramarina introduzidas na sequência dos primeiros estudos do CEPS e a sua acção enquanto Ministro do Ultramar, nomeadamente a revogação do estatuto dos indígenas e as novas leis laborais, são também abordadas nesta entrevista. Adriano Moreira fala ainda do Centro de Estudos de Antropologia Cultural e do papel de Jorge Dias no desenvolvimento da antropologia cultural e a sua importância para o conhecimento dos territórios africanos. Reconhece ainda a forte influência de Gilberto Freyre e do pensamento luso-tropicalista.</description>
	  	  	  	<pubDate>2012-10-23 11:20:00</pubDate>
	  					<author>
													Adriano José Alves Moreira
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de António Morais Romão Serralheiro</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOAS</link>
	  	
	  	 <description>&quot;Nesta entrevista António Serralheiro fala sobre as primeiras colheitas de fósseis efectuadas ainda na infância e adolescência e durante o curso universitário de Geologia na Faculdade de Ciências de Lisboa. Nesta entrevista aborda a situação política nacional que o impediu de leccionar na universidade. Inicia assim a sua vida profissional na Companhia de Diamantes de Angola (DIAMANG), onde esteve 3 anos. Posteriormente fez parte da equipa da Brigada de Estudos Geológicos do Estado da Índia e sobre esta experiência refere o trabalho realizado, a equipa, as instalações, mas também os momentos vividos durante a invasão de Goa e a consequente retirada da equipa. No regresso a Lisboa, é integrado no LEPPU (Laboratório de Estudos Petrológicos e Palenteológicos do Ultramar), onde procede ao estudo de fósseis no 
Devónico da Guiné. Em 1963 faz trabalho de campo em Cabo Verde, na área da Vulcanologia, em colaboração com a Brigada Geomagnética, e posteriormente na Missão Geológica de Cabo Verde, de que foi responsável. Refere como era efectuada a preparação dos trabalhos de campo tendo em vista a elaboração das cartas geológicas, qual a logística necessária, as metodologias de observação e recolha dos materiais, etc. Nesta entrevista, António Serralheiro fala ainda da saída da JIU e do seu ingresso na Faculdade de Ciências como assistente, tendo chegado a Professor Catedrático. As ligações entre a universidade e a Junta são também objecto de reflexão neste depoimento.&quot;</description>
	  	  	  	<pubDate>2013-01-31 16:30:29</pubDate>
	  					<author>
													António Morais Romão Serralheiro
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de Carlos Manuel Ramos de Oliveira</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOCRO</link>
	  	
	  	 <description>Carlos Ramos de Oliveira fala brevemente sobre o seu contexto familiar e o seu percurso escolar e académico, nomeadamente a frequência do curso de Administração Colonial. Refere a sua estada em Timor durante dois anos como oficial miliciano, e o Curso Complementar de Ciências Antropológicas, que frequentou após o regresso a Lisboa. Destaca a importância de alguns professores, em especial Jorge Dias. Dá conta da sua integração no Centro de Estudos de Antropologia Cultural (CEAC) e valoriza o bom ambiente que aí se vivia. Descreve o trabalho de campo que realizou no Vale do Zambeze, sobretudo em Chicoa. Faz referência aos seus estudos pós-graduados na London School of Economics, incidindo sobre a abordagem ecológica das populações humanas. Considera de maior importância esta experiência universitária, que se traduziu numa alteração da sua visão da disciplina da Antropologia. A entrevista aborda ainda as circunstâncias da sua demissão do CEAC, nomeadamente as poucas perspectivas de trabalho de campo nos trópicos, a reestruturação da Junta de Investigações do Ultramar e a tentativa de censura a passagem do seu livro sobre os Tauara. A actividade na banca, na área dos recursos humanos, e a docência de História da Antropologia no ISCSP também são referidas. No final da entrevista, o entrevistado reflecte sobre a sua produção científica e sobre o papel do antropólogo na sociedade, quer no período do Estado Novo, quer na actualidade.</description>
	  	  	  	<pubDate>2013-02-07 12:39:05</pubDate>
	  					<author>
													Carlos Manuel Ramos de Oliveira
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de Joaquim Alberto da Cruz e Silva</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOJACS</link>
	  	
	  	 <description>Joaquim da Cruz e Silva fala do seu percurso académico, tendo-se licenciado em 1957 na Faculdade de Medicina Veterinária e efectuado, posteriormente, um estágio em parasitologia no Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, onde ingressou mais tarde. Seguiu a carreira académica, tendo sido convidado para Assistente e, mais tarde, feito o Doutoramento. Em 1964 foi para a Junta de Investigações do Ultramar, a convite do Director do Centro de Zoologia, para ocupar o lugar vago de parasitologista, ficando responsável pelas colecções parasitológicas. Refere o trabalho de campo em África, que realizou quer no âmbito da elaboração da sua tese de doutoramento sobre os Helmintas em Moçambique, quer noutras ocasiões em que foi solicitado o apoio do Centro de Zoologia, nomeadamente em Cabo Verde, para o estudo de bovinos parasitados com Fasciola gigantica. Em 1969, estagiou no Laboratório de Vers do Museu de História Natural de Paris, onde contactou com vários especialistas em Helmintologia. No período pós-25 de Abril, refere as circunstâncias que o levaram a exercer cargos políticos no Ministério da Educação, nomeadamente como Secretário de Estado do Ensino Superior. Da sua acção, destaca o contributo para a elaboração do Estatuto da Carreira de Docente Universitário, bem como para o Estatuto de Gestão das Universidades, modelo que perdurou mais de 30 anos. Como Presidente do IICT, refere que a sua preocupação inicial foi a de relançar a cooperação, tendo feito parte de várias Comissões Mistas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, encarregues de negociarem os programas de aplicação dos acordos de cooperação cultural, científica e técnica. Nesta entrevista, Joaquim Cruz e Silva faz ainda o balanço sobre as potencialidades das colecções e da investigação científica realizada pelo IICT e pela antiga JIU, nomeadamente para os países africanos de língua oficial portuguesa.</description>
	  	  	  	<pubDate>2013-01-31 16:46:53</pubDate>
	  					<author>
													Joaquim Alberto da Cruz e Silva
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de Maria Adélia Diniz</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MOMAD</link>
	  	
	  	 <description>Maria Adélia Diniz refere o seu contexto familiar e a sua infância passada numa aldeia do concelho de Arganil, e posteriormente em Moçambique, em Mocuba, onde conclui o ensino primário. O restante percurso académico é feito em Lisboa, tendo frequentado o primeiro ano de Medicina e posteriormente o curso de Ciências Biológicas, concluído em 1966. Regressa a Moçambique e inscreve-se no Curso de Ciências Pedagógicas dos Estudos Gerais Universitários, ao mesmo tempo que começa a dar aulas na Escola Comercial Dr. Azevedo &amp; Silva, em Lourenço Marques. Em 1969 é contratada pela Universidade, tendo exercido funções no respectivo Herbário até 1978. Neste âmbito, refere que, para além do estudo taxonómico das plantas, saía muitas vezes para o campo para efectuar colheitas, descrevendo durante a entrevista os métodos e a logística inerentes ao trabalho de campo. Em 1973, no âmbito da construção da barragem de Cahora-Bassa, participa na Campanha de levantamento florístico daquela região. Na universidade, em colaboração com o Centro de Botânica, participou no estudo de diversas famílias no âmbito da publicação Flora de Moçambique, tendo ainda publicado outros artigos científicos sobre a flora moçambicana. Após a independência de Moçambique, assina contrato com a FRELIMO para continuar a trabalhar na Universidade até 1978, ano em que regressa a Portugal. Maria Adélia Diniz fala das circunstâncias da sua entrada no Centro de Botânica, que só se efectivou em 1980, e da sua participação no projecto da Flora Zambesiaca, tendo ainda integrado projectos de cooperação com outras Instituições e com os PALOP. Refere projectos desenvolvidos na Guiné-Bissau e em Cabo Verde, com destaque para o projecto sobre plantas medicinais efectuado na Guiné-Bissau, em parceria com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, referindo ainda alguns episódios decorridos durante o trabalho de campo. É também dado destaque ao Herbário do IICT, que considera um património riquíssimo, sendo o que maior representação tem da flora dos PALOP e que integra muitos materiais-tipos botânicos. Fala ainda do percurso do Centro de Botânica, do qual foi directora entre 1998 e 2004, referindo a mudança de instalações, a incorporação do herbário do antigo Jardim-Museu AgrícolaTropical, o estabelecimento de procedimentos, os critérios da organização do herbário, etc. Os trabalhos de capacitação e formação avançada são também referidos, nomeadamente aqueles dirigidos a estudantes provenientes dos países da CPLP.</description>
	  	  	  	<pubDate>2013-01-31 16:53:28</pubDate>
	  					<author>
													Maria Adélia Diniz
										</author>
		  </item>
   				  	      
		  <item>
	  <title>Depoimento de Raul Manuel Albuquerque Sardinha</title>
	  <link>http://actd.iict.pt/view/actd:MORAS</link>
	  	
	  	 <description>Raul Albuquerque Sardinha fala do seu contexto familiar e do seu percurso académico na Madeira, os quais influenciaram, de certa forma, a decisão de frequentar o curso de Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa em 1953. Sobre a universidade, refere os professores e as disciplinas que mais o marcaram. Ainda antes de concluir o curso, começa a colaborar com a Missão de Estudos Agronómicos do Ultramar (MEAU) e descreve a sua organização e objectivos, destacando o papel fundamental do Engenheiro Lains e Silva, a interdisciplinaridade que existia nas equipas de investigação e a criação de brigadas permanentes, ou seja, pólos fixos nos territórios ultramarinos que se encontravam mais desfalcados de cobertura técnica. Raul Albuquerque Sardinha fala também da formação que fez em Israel sobre Planeamento da Agricultura e Desenvolvimento, após a qual vai trabalhar para a Brigada da Guiné em 1963. Sobre a sua participação na Brigada, refere os principais objectivos, metodologias de trabalho e áreas de actuação, com destaque para os programas ligados ao melhoramento da ‘palmeira-do-azeite’ e do cajueiro, lamentando que todo esse investimento técnico e científico não tenha sido continuado após a independência. Nesta entrevista, fala ainda do seu trabalho no Instituto Agronómico de Angola, para onde foi em 1966, nomeadamente no Departamento de Estudos Florestais para desenvolver estudos de tecnologia dos produtos lenhosos. Refere também a sua actividade de docente na Faculdade de Agronomia e Silvicultura da Universidade de Luanda. Sobre este período, fala ainda dos conflitos que teve com a Companhia de Celulose do Ultramar Portugu (CCUP), de cuja estratégia de expansão territorial discordava. O entrevistado refere também a actividade da Missão de Extensão Rural de Angola, que considera que era uma verdadeira unidade de interface que fazia a ponte entre conhecimento e a aplicação desse conhecimento, e o impacto da descolonização e da guerra civil, não apenas sobre essa actividade, mas sobre a investigação científica no geral. Após o regresso a Portugal, ingressa no Centro de Florestas e Tecnologias e conta o esforço efectuado, juntamente com o Vice-Presidente do IICT, o Professor Guerra Refega, para internacionalizar o Instituto, nomeadamente na gestão de programas para captação de fundos europeus, na criação e formalização do ECAT (European Consortium for Agricultural Research in the Tropics), na participação em outras estruturas internacionais de investigação, criticando a ausência de visão estratégica direccionada para a cooperação. Fala ainda de outros cargos que desempenhou fora do IICT, nomeadamente enquanto responsável da Direcção da Estação Florestal Nacional, estrutura responsável pela investigação florestal do Instituto de Investigação Agrária do Ministério da Agricultura.</description>
	  	  	  	<pubDate>2012-11-29 11:20:00</pubDate>
	  					<author>
													Raul Manuel Albuquerque Sardinha
										</author>
		  </item>
  </channel>
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