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Casa dos Estudantes do Império

Casa dos Estudantes do Império. 2013-11-28.
Document type: MO multimedia
Collection: Memória oral  
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Título Casa dos Estudantes do Império
Entrevistado Aida Freudenthal, Tomás Medeiros, Jaime de Menezes, Diana Andringa, Edmundo Rocha
Biografia Resumida

Cláudia Castelo nasceu em Lisboa, em 1970. É historiadora e atualmente investigadora FCT no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com um projeto sobre as relações entre ciências de campo e império colonial português tardio. Fez a licenciatura em História e o mestrado em História do Século XX, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem o curso de especialização em Ciências Documentais – Arquivo, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em Ciências Sociais (especialidade Sociologia Histórica) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi investigadora (compromisso com a ciência) no IICT, de julho de 2009 a janeiro de 2014.
As suas teses deram origem aos livros: «O modo português de estar no mundo»: o luso-tropicalismo e a ideologia colonial portuguesa (1933-1961) (Porto: Edições Afrontamento, 1999) e Passagens para África: o povoamento de Angola e Moçambique com naturais da metrópole (c. 1920-1974) (Porto: Edições Afrontamento, 2007). Outras publicações em: http://lisboa.academia.edu/CláudiaCastelo


Aida Gisela Neves Faria Freudenthal nasceu em Moçambique, Maputo, em 1940. Concluiu o Mestrado em História Contemporânea, com enfoque em África e Angola, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1990.
De 1974 a 1980, realizou desenvolvimento curricular e programação na área de Ciências Sociais no Ministério de Educação da R. P. Angola; co-autora de manuais escolares de História para o ensino básico na R.P. Angola.
Entre 1992 e 2004, foi fellowresearcher no Centro de Estudos Africanos e Asiáticos, do Instituto de Investigação Científica Tropical, sob a orientação da Professora Jill Dias; pesquisa documental em arquivos de Bruxelas e Tervuren; no Arquivo Histórico de Angola, no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, na Torre do Tombo e na Biblioteca Nacional.
Os trabalhos de pesquisa têm incidido sobre História de Angola dos séculos XIX-XX, com particular incidência na história social, das representações e identidades; história oral ; história rural e história urbana do século XIX; história do colonialismo português; história dos judeus em Angola.Colaborou num projecto de recolha de testemunho oral conduzido pela Fundação Tchiweka (Luanda); organizou a edição de um Códice angolano do século XVII editado em Luanda em 2013. Pesquisou a Imprensa angolana de 1866-1975, para uma edição da Biblioteca Nacional (Lisboa) em 2011.Tem participado com comunicações em Colóquios e Conferências internacionais e editado livros e artigos sobre variados temas de história de Angola, em Portugal, Brasil e Angola.


António Alves Tomás Medeiros nasceu em 5 de Novembro de 1931, em São Tomé. Fez os estudos primários em São Tomé e secundários em Nova Lisboa (Huambo-Angola) e em Lisboa. Inicia os estudos universitários nesta cidade, passando por Moscovo, terminando na Crimeia (ex-URSS onde obteve o grau de Doctor em Medecina. É especialista em Pneumologia, Medicina de Guerra e frequentou, demoradamente, o Serviço de Alergologia do Hospital de Santa Maria.
Foi Dirigente e Director da Revista Mensagem da Casa dos Estudantes do Império, Dirigente da União dos Estudantes Africanos, na ex-URSS, e na União dos Estudantes Africanos na Europa (Belgrado).
Co-fundador do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola, MLSTP – Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, MAC, Clube dos Marítimos, Centro de Estudos Africanos e CONCP.
Colaborou activamente na luta de libertação de Angola, tendo sido Professor no CIR - Centro de Instrução Revolucionária em Dolésie-Congo Brazaville, Médico dos Refugiados Angolanos na fronteira de Cabinda, integrando o Batalhão CAMI, na região político-militar de Cabinda.
Trabalha como locutor e repórter da Rádio Moscovo, colabora com a Escritora Soviética Lidia Necrassova na tradução do Português para o Russo do romance Camaxilo de Castro Soromenho e conhece um Académico Soviético que o convida para seu colaborador na Secção Africana da Academia das Ciências da URSS. Esta situação confere-lhe o estatuto de investigador da Biblioteca Lenine. Colabora com o escritor Argelino Kateb Yacine na tradução de francês para árabe de alguns poemas de Agostinho Neto.
Publicou várias monografias, versando temas da sua especialidade e tem poemas, contos e ensaios traduzidos em várias línguas.
É autor do livro São Tomé e Príncipe, publicado pela ONCP.
Organizou várias Antologias de Poesia e Prosa da Literatura Africana de expressão Portuguesa com a colaboração do escritor angolano Mário Pinto de Andrade.
O Automóvel do Engenheiro Diakamba é o seu primeiro Romance e A Verdadeira Morte de Amílcar Cabral o seu primeiro livro de ensaio. Tem para publicar a novela: Quando os Cucumbas Cantam.
Retirado da cena político-partidária e profissional, dedica o seu tempo à família, aos amigos, à leitura e à música.


Jaime Eduardo N. de Sousa e Menezes nasceu no Luena, Angola, em 1937. Licenciou-se em Ciências Médico-Veterinárias na Escola Superior de Medicina Veterinária de Lisboa.
A sua área de trabalho tem-se centrado na Ictiopatologia (estudo das doenças de peixes), Aquacultura, Preservação do Ambiente e dos Recursos Vivos Aquáticos. Completou Post-graduações em Ictiopatologia e Piscicultura no INRA-Institut National de la Recherche Agronomique (França), Patologia de Moluscos no RIVO-Rijks Instituut vor.Vissery Onderzoek (Holanda), Ictioviroses no NVL-National Veterinary Laboratory (Dinamarca), Ictiopatologia no NVRI-National Veterinary Research Institute e no IFI-Inland Fisheries Research Institute (Polónia). Especialista em Medicina de Animais Aquáticos pela OMV- Ordem dos Médicos Veterinários.
Em Angola desenvolveu actividades enquanto colaborador subsidiado do IICA- Instituto de Investigação Científica de Angola, assistente dos EGUA- Estudos Gerais Universitários de Angola. Foi Responsável do LRPV de Luanda do IIVA-Instituto de Investigação Veterinária de Angola, Chefe de Grupo de Trabalhos da MEBPA-Missão de Estudos Bioceanológicos e de Pescas de Angola e Assistente da Faculdade de Medicina Veterinária do Huambo.
Em Portugal, entre as inúmeras actividades exercidas, destacam-se as de Investigador e Director do Departamento de Aquacultura do INIP-Instituto Nacional de Investigação das Pescas/IPIMAR-Instituto Português de Investigação Marítima. Foi Professor Convidado do ICBAS/UP e em várias licenciaturas e cursos de mestrado de cinco universidades nacionais. Foi Coordenador, pelo IPIMAR, da Comissão Coordenadora dos Mestrados em Ciências e Tecnologias do Mar organizados pelo ICBAS/IPIMAR.
Ocupou o cargo de Delegado Nacional no Marine Aquaculture Committee e em dois Grupos de Trabalho: Pathology of Marine Organisms e Introductions and Transfers of Marine Organisms do ICES-International Commission for the Exploration of the Seas. Perito em Ictiopatologia da UE/CEE e em Aquacultura da empresa dinamarquesa DANIDA.
Foi ainda Coordenador Nacional do FAO/ MEDRAP II-Mediterranean Development Research in Aquaculture Program e da Medida VI da CEE-OID/PS-Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setúbal e Consultor Científico da JNICT-Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, Consultor Científico e Técnico sobre Aquacultura das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira e das Repúblicas de Cabo Verde e de Moçambique.
Participou e organizou reuniões nacionais e internacionais sobre Ictiopatologia, Aquacultura, Ambiente e Recursos Aquáticos. Foi Orientador de Estágios de licenciatura, mestrado e doutoramento em Ictiopatologia, Consultor da APDC-Associação Portuguesa de Direito do Consumo e Bastonário e Presidente da AG da OMV - Ordem dos Médicos Veterinários.
Publicou 80 trabalhos em publicações periódicas nacionais e internacionais, relevando o livro «Manual sobre doenças de peixes ósseos», IPIMAR, nº3, 2000 e o opúsculo Sanidade da Aquariologia, Separata da Revista da Ordem dos Médicos Veterinários, nº 42, 2006. No prelo: Segurança Alimentar e Aquacultura, Revista de Medicina Veterinária da OMV de Portugal.
Pertenceu a 9 associações científicas nacionais e internacionais, entre as quais, como membro fundador, da EAFP-European Association of Fish Pathologists, que congrega patologistas de todos os continentes.


Diana Andringa nasceu em 1947, no Dundo, Lunda-Norte, Angola, tendo vindo para Portugal em 1958. Em 1964 entrou na Faculdade de Medicina de Lisboa, que veio a trocar pelo jornalismo. Em 1968, fez o 1º Curso de Jornalismo criado pelo Sindicato dos Jornalistas e entrou para a Vida Mundial, de onde saiu no âmbito de uma demissão colectiva. Desempregada, foi copy-writer de publicidade, trabalho que a prisão pela PIDE, em janeiro de 1970, interrompeu. Condenada a 20 meses de prisão por apoio à causa da independência de Angola, voltou ao jornalismo.
De 1978 a 2001 foi jornalista na RTP e também cronista no Diário de Notícias, RDP e Público e fugaz directora-adjunta do Diário de Lisboa.
Actualmente é documentarista independente, contexto em que realizou os filmes: Timor-Leste, O sonho do Crocodilo; Guiné-Bissau: As duas Faces da Guerra; Dundo, Memória colonial, Tarrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta. Prepara o documentário “Operação Angola”, sobre a fuga de Portugal de jovens das então colónias portuguesas em Junho de 1961.


Edmundo Vicente de Melo Rocha, médico e escritor, nasceu em Porto Amboim, Quanza Sul, Angola, a 21 de Maio de 1931, tendo aí efectuado os estudos primários e parte do secundário em Luanda, no Liceu Salvador Correia, que completou em Coimbra, em 1951.
Iniciou os seus estudos superiores em Medicina, em Paris, de 1952 a 1954, que completou, mais tarde na Faculdade de Medicina em Lisboa. Especializou-se em Pediatria e em Imunoalergologia.
É doutorado em Pediatria pela Faculdade de Medicina de Argel.
As suas actividades no âmbito da luta anti-fascista e anti-colonialista podem ser assim resumidas: de 1949 a 1951 foi membro da Casa dos Estudantes do Império, em Coimbra, onde iniciou a sua militância junto de Agostinho Neto e de Lúcio Lara. De 1952 a 1954, fez parte do grupo de Paris, juntamente com Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e Aquino de Bragança. Regressou a Lisboa em 1954 dando continuidade às suas actividades políticas na clandestinidade, primeiro no MUD Juvenil e depois no Movimento Anti-Colonialista (MAC ), de que foi dirigente.
Após o golpe antifascista da Sé, em Junho de 1968, refugiou-se em Angola, onde contactou com os dirigentes do Movimento pela Independência de Angola, de onde veio com a missão de organizar o Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA).
Em 1961, já no fim do curso de Medicina, foi mandatado para organizar a Fuga dos Cem Estudantes Africanos, a qual veio a efectivar-se em Junho de 1961.
Em Setembro desse ano organizou o Congresso Constitutivo da União dos Estudantes das Colónias Portuguesas (UGEAN), em Marrocos.
Fez parte dos primeiros 14 angolanos que, em Setembro de 1961, permitiram a instalação do MPLA em Leopoldville (Kinshasa), tendo aí exercido como médico no Corpo Voluntário de Ajuda aos Refugiados (CVAAR) angolanos, até ser expulso do Congo Kinshasa, em 1964.
Refugiou-se na Argélia, onde exerceu e lecionou a cadeira de Pediatria na Faculdade de Medicina até 1975, ano em que voltou para Angola. Foi militante do nacionalismo angolano e militante de base do MPLA.
Dirigiu a Casa de Angola em Lisboa de 1998 a 2000 e fez parte da direcção da revista mensal Afro Letras.

Resumo A mesa-redonda A Casa dos Estudantes do Império e a circulação do conhecimento anticolonial, realizou-se no âmbito do Colóquio Internacional Conhecimento e Ciência Colonial. Nesta iniciativa os comunicadores relatam as experiências vividas no interior da Casa dos Estudantes do Império (CEI), fundada em 1944, em Lisboa, extinta em 1965, com o acordo do Estado Novo para cumprir o papel de acolhimento dos estudantes universitários oriundos das colónias portuguesas e com o objetivo de promover ações culturais e recreativas.
Ao contrário do que o regime vigente pretendia, a CEI tornou-se numa entidade de contestação e luta contra o salazarismo, com inúmeras ações realizadas de manifesta oposição, protagonizadas por uma parte dos seus sócios. Pela voz dos participantes desta mesa-redonda passamos a conhecer a importância atribuída à CEI e como se tornou um lugar de experiências individuais e coletivas que os marcaram diferentemente, mas unidos pela partilha e vontade de alcançar os valores da democracia, contrários à manutenção do colonialismo.
Local Fábrica de Braço de Prata, Lisboa
Data 2013-11-28
Língua Português
Palavras-chave / Keywords
1.Estado Novo
2.anticolonialismo
Tipo de recurso moving image
Suporte Mini-dv
Entrevistador Cláudia Castelo
Registo e Edição Rogério Abreu
Copyright IICT
Proveniência Projecto «Património científico: colecções e memórias»
Instituição Detentora IICT
 
 
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Created: Thu, 14 May 2015, 17:30:29 WET by Administrator. Detailed History
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